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Michael Jackson volta ao #1 com o filme MICHAEL (2025)

O filme MICHAEL relança a discografia do Rei do Pop ao topo das paradas mundiais. Será que vale a pena assistir? A gente responde.

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Daniel Krust
··4 min de leitura
Silhueta do Rei do Pop no palco com chapéu fedora e luva branca — estética do filme MICHAEL

Michael Jackson volta ao #1 mundial com o filme MICHAEL

Mais de uma década após sua morte, Michael Jackson prova que o pop tem memória longa. Com o lançamento do filme MICHAEL nos cinemas, a discografia do Rei do Pop explodiu novamente nas plataformas de música ao redor do mundo — e o nome dele voltou ao topo das paradas globais como se o tempo tivesse parado.

Mas o que o filme tem a ver com isso? Tudo.


O que é o filme MICHAEL?

MICHAEL é o longa-metragem biográfico oficial da vida de Michael Jackson, produzido com o aval do espólio do artista. A direção ficou a cargo de Antoine Fuqua — conhecido por trabalhos como Training Day e The Equalizer —, o que já entrega uma promessa de construção visual sólida e ritmo certeiro.

No papel do Rei do Pop, o escolhido foi Jaafar Jackson, sobrinho de Michael. A decisão gerou debate antes mesmo das primeiras imagens: seria um acerto artístico ou apenas um movimento simbólico da família? Depois dos trailers, boa parte das dúvidas foi respondida. Jaafar carrega uma semelhança impressionante não apenas física, mas nos gestos, na cadência da voz e — principalmente — na dança.

O roteiro, assinado por John Logan (créditos em Skyfall e Gladiador), promete cobrir desde a infância turbulenta em Gary, Indiana, até os anos de maior glória e as polêmicas que marcaram a segunda metade da carreira. O espólio não engavetou os capítulos difíceis — e isso é um diferencial importante em relação a biopics que apenas celebram.


Por que a música voltou ao topo?

O fenômeno não é novo. Aconteceu com Freddie Mercury depois de Bohemian Rhapsody, com Elton John depois de Rocketman e com Elvis após o filme de Baz Luhrmann. Biopics bem-feitos funcionam como máquinas do tempo: reintroduzem um artista a quem nunca o conheceu e reacendem a chama em quem já era fã.

No caso de Michael Jackson, o catálogo é simplesmente imbatível. Faixas como Billie Jean, Thriller, Beat It e Man in the Mirror voltaram a circular nos algoritmos de streaming com força total. Playlists temáticas explodiram. O efeito é retroalimentado: o filme gera curiosidade, a curiosidade leva às músicas, as músicas levam de volta ao cinema.

É um ciclo que poucos artistas conseguiriam provocar. Michael é um deles.


3 motivos para assistir a MICHAEL

1. A performance de Jaafar Jackson vai surpreender você

Desconfie das próprias expectativas. O que parecia nepotismo em um primeiro momento se revela uma escolha que faz sentido quando o filme começa. Jaafar não imita — ele habita. Há diferença. E nas cenas de performance ao vivo, a semelhança é perturbadora da melhor forma.

2. Antoine Fuqua sabe construir tensão dramática

Fuqua não é diretor de musical tradicional, e isso é exatamente o que MICHAEL precisava. Em vez de uma sequência de clipes de videoclipe, o filme usa a música como ferramenta emocional — não como fundo. As cenas de bastidores têm peso. As de infância, brutalidade contida. As de palco, euforia genuína.

3. O catálogo ao vivo na tela grande vale cada centavo

Mesmo que a narrativa biográfica decepcione em algum momento — e biopics costumam tropeçar na reta final —, ver e ouvir Thriller ou Smooth Criminal em sala de cinema com som de qualidade já justifica o ingresso. Ponto final.


O que pode frustrar

Nenhum review honesto ignora os tropeços. Biopics oficiais — especialmente os chancelados pela família — correm o risco de suavizar demais os ângulos mais sombrios do personagem. O filme promete não fazer isso, mas só o resultado final dirá o quanto a corda foi esticada.

Há também a questão do tempo de tela: cobrir seis décadas de uma vida tão densa em duas horas e meia é uma missão ingrata. Alguns fãs vão sentir falta de episódios específicos. Outros vão querer mais das polêmicas dos anos 90. É o dilema clássico do gênero.


Onde assistir MICHAEL?

MICHAEL estreia nos cinemas brasileiros em 2025 [verificar data exata de lançamento nacional]. Não há previsão confirmada de estreia em streaming no momento da publicação deste texto — o que significa que a experiência completa, por ora, é exclusiva das salas.


Vale a pena?

Sim — especialmente no cinema. MICHAEL não é uma hagiografia vazia e tampouco um julgamento. É um retrato ambicioso de uma das figuras mais complexas da cultura pop do século XX, com uma direção competente, uma performance surpreendente no centro e uma trilha sonora que dispensa apresentações.

Se você cresceu ouvindo Bad no carro do seu pai ou descobriu Off the Wall tarde demais, esse filme vai fazer sentido de formas diferentes. E isso, no fundo, é o que um bom biopic deve fazer.

Nota: 8/10


Perguntas frequentes (FAQ)

O filme MICHAEL é baseado em fatos reais?

Sim. MICHAEL é um longa-metragem biográfico oficial, produzido com autorização do espólio de Michael Jackson. O roteiro cobre episódios reais da vida do artista, da infância em Gary, Indiana, até seus anos de maior sucesso e as polêmicas que marcaram sua trajetória.

Quem interpreta Michael Jackson no filme MICHAEL?

O papel principal é vivido por Jaafar Jackson, sobrinho do Rei do Pop. A escolha gerou debate, mas as imagens divulgadas e os primeiros relatos de exibição apontam para uma performance consistente — tanto nas cenas dramáticas quanto nas de performance musical.

Onde posso assistir ao filme MICHAEL no Brasil?

MICHAEL é lançado exclusivamente nos cinemas em 2025. Não há data confirmada para chegada ao streaming no momento. Consulte a programação das redes de cinema da sua cidade para conferir horários e disponibilidade.

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