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Tomando Rumo: review, classificação e vale a pena?
Tomando Rumo (Driver's Ed) chegou ao Prime Video em 26/jun. Classificação 16+, 1h38min de comédia adolescente com Bobby Farrelly. Vale a viagem?

Tomando Rumo: review, classificação e vale a pena?
Um road movie adolescente que não tenta reinventar a roda — e às vezes é exatamente isso que você precisa numa sexta à noite. Mas será que a viagem compensa?
Resposta rápida
Tomando Rumo (Prime Video, 2026):
- Classificação indicativa: 16+ — linguagem, bebida, referências sexuais e nudez breve
- Duração: 1h38min
- Onde assistir: Prime Video (disponível desde 26 de junho de 2026)
- Vale a pena? Depende — se você curte comédia adolescente nostálgica e não exige originalidade, vai curtir a viagem.
O que é Tomando Rumo?
Tomando Rumo é o título brasileiro de Driver's Ed, comédia americana lançada nos cinemas dos EUA em 15 de maio de 2026 e que chegou ao Prime Video no Brasil no dia 26 de junho de 2026. O filme é dirigido por Bobby Farrelly — o mesmo de Debi & Lóide — desta vez trabalhando solo, sem o irmão Peter, e com um tom consideravelmente mais suave do que seus trabalhos anteriores.
O roteiro, assinado por Thomas Moffett, parte de uma premissa simples: Jeremy (Sam Nivola), estudante do último ano do ensino médio e aspirante a cineasta, entra em pânico quando a namorada recém-ingressada na faculdade liga bêbada, cheia de dúvidas sobre o relacionamento. A solução dele? Roubar o carro da autoescola durante uma aula e atravessar o estado inteiro pra chegar até ela.
Junto no banco de trás — literalmente — acabam Indo a Evie (Sophie Telegadis), a oradora da turma Aparna (Mohana Krishnan) e o despretensioso Yoshi (Aidan Laprete). O quarteto improvável vira o coração do filme.
3 motivos pra assistir
1. A química do elenco jovem funciona de verdade
Sam Nivola carrega o filme com leveza, mas são os coadjuvantes que roubam a cena com mais consistência. Sophie Telegadis, Mohana Krishnan e Aidan Laprete criam uma dinâmica gostosa — cada um com um arquétipo bem definido, mas sem cair no cartão postal. A sensação de turma real, de pessoas que se conhecem há anos mas nunca se viram de verdade, está presente do começo ao fim. É o tipo de elenco jovem que faz você torcer pro grupo mesmo quando as situações são absurdas.
2. O ritmo é ágil e nunca entedia
Com 1h38min e um roteiro episódico, Tomando Rumo funciona como uma série de pequenas aventuras conectadas pela estrada. Em menos de 24 horas de viagem, os personagens são perseguidos pela segurança da escola, cruzam com assaltantes, se envolvem com a polícia — e ainda arranjam tempo pra adotar um gato de três patas chamado Tripé. A construção é claramente inspirada nos clássicos de John Hughes, e o produtor Jonas Pate (co-criador de Outer Banks) não esconde essa referência. O resultado é um filme que flui bem, sem pausas que cansem.
3. É uma comédia honesta sobre o medo de ficar pra trás
Por baixo da bagunça e das piadas pastelão, Tomando Rumo acerta no tema central: o pavor de ver o mundo mudar enquanto você ainda está parado no mesmo lugar. A transição ensino médio/faculdade é universal, e o filme a trata com humor — mas sem trivializar. Quando Jeremy fala de cinema com a seriedade ingênua de alguém que ainda não viveu o suficiente pra saber o quanto vai errar, tem algo de genuinamente tocante ali.
O que pesa contra
Bobby Farrelly entrega um filme surpreendentemente dócil pra quem construiu carreira em comédias escrachadas. Isso é tanto um elogio quanto uma crítica: a previsibilidade é gritante. Desde os primeiros minutos, qualquer espectador minimamente familiarizado com o gênero já sabe exatamente como a jornada vai terminar — e o roteiro não tenta subverter essa expectativa nem uma vez.
Outro ponto fraco é o desperdício do elenco adulto. Kumail Nanjiani como o professor de direção caricato e Molly Shannon como a diretora exasperada são nomes pesados entregues a funções de obstáculo. Aparecem, causam caos cômico e somem — sem profundidade, sem arco, quase sem piada que realmente aterrise.
O filme também evita riscos. Toda vez que parece que vai afundar as mãos em algo mais sombrio ou mais ousado, recua pro conforto. É uma escolha legítima — mas quem esperava o Farrelly de Quem Vai Ficar com Mary? vai se decepcionar.
No Rotten Tomatoes, o filme terminou com 67% de aprovação da crítica (36 avaliações) e nota 6.3 no IMDb — números que traduzem bem essa dualidade: acima da média, mas longe do memorável.
Pra quem é esse filme?
Tomando Rumo funciona melhor como entretenimento de sofá sem compromisso. Se você tem saudade das comédias adolescentes dos anos 2000, aprecia uma trilha boa e não liga de adivinhar o final antes do meio do filme, vai passar 98 minutos bem gastos.
Quem busca algo que desafie ou surpreenda, melhor ir em outra direção.
Perguntas frequentes
Qual a classificação indicativa de Tomando Rumo?
O filme é classificado como 16+ nas plataformas de streaming, em razão de linguagem, consumo de bebida alcoólica por adolescentes, referências sexuais e nudez breve.
Quanto tempo dura Tomando Rumo?
O filme tem 1 hora e 38 minutos de duração.
Onde assistir Tomando Rumo no Brasil?
Tomando Rumo está disponível no Prime Video desde 26 de junho de 2026.
Qual a nota de Tomando Rumo no Rotten Tomatoes e no IMDb?
O filme tem 67% no Rotten Tomatoes (com 36 críticas contabilizadas) e nota 6.3 no IMDb.
Quem dirige e quem é o elenco principal?
O filme é dirigido por Bobby Farrelly. O elenco jovem é formado por Sam Nivola, Sophie Telegadis, Mohana Krishnan e Aidan Laprete. Os adultos são Kumail Nanjiani e Molly Shannon.
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