O Diabo Veste Prada 2: Vale a Pena Assistir?
A sequência de O Diabo Veste Prada finalmente chegou — e está gerando comentários até fora dos cinemas. Veja se vale as suas duas horas.

O Diabo Veste Prada 2: Vale a Pena Assistir?
Quase vinte anos depois da estreia original, Miranda Priestly voltou. E, ao que tudo indica, ela ainda não aprova nada — nem você, nem eu, nem ninguém que chegue com menos de três look changes na bolsa. A sequência de O Diabo Veste Prada caiu na timeline, dominou conversas e virou tema até entre quem nunca abriu uma revista de moda na vida. A pergunta que fica: vale as suas duas horas?
O que esperar desta sequência
O primeiro filme, de 2006, tinha uma receita simples e eficaz: Meryl Streep gelada no centro, Anne Hathaway aprendendo a sobreviver e uma trilha sonora que ainda ressoa em qualquer provador de shopping. A sequência não tem obrigação de repetir a fórmula — mas tem a obrigação de justificar a própria existência.
E ela justifica, ainda que de forma irregular.
A história avança no tempo. Miranda Priestly continua à frente do universo da moda, mas o setor mudou — redes sociais, influência digital, a democratização (ou destruição, dependendo do ponto de vista dela) do bom gosto. É justamente nessa tensão entre o classicismo de Miranda e o caos contemporâneo que o roteiro encontra seu melhor material.
O conflito central funciona porque é real. Qualquer pessoa que trabalha em indústrias criativas vai reconhecer aquela sensação de ver o terreno se mexendo sob os pés enquanto chefes antigos tentam manter o controle com unhas e dentes — e stilettos.
3 Motivos para Assistir
1. Meryl Streep continua sendo um espetáculo à parte
Não é novidade, mas precisa ser dito: ela não precisa elevar a voz para dominar cada cena. Um olhar, uma pausa, um "isso é tudo" dito com o peso de sentença judicial. A performance dela é o motivo número um para entrar na sala.
Se você assistiu ao original só por ela, a sequência entrega o mesmo prazer com uma camada a mais — Miranda mais velha carrega contradições novas, e Streep explora isso sem entregar spoiler nenhum no trailer.
2. A moda como personagem (de novo, mas melhor)
A direção de arte desta sequência mereceria uma análise separada. Cada figurino carrega intenção narrativa — quem está com poder, quem está perdendo espaço, quem está tentando parecer o que não é. É cinema de moda no sentido mais literal: você lê a trama pelos looks antes de qualquer linha de diálogo.
O trabalho da equipe de figurino é particularmente forte nas cenas de confronto. Enquanto um personagem aparece em cores sólidas e cortes estruturados, o outro veste algo mais fluido, mais incerto. Detalhe que vale atenção.
3. O humor pontua sem virar comédia pastelão
Um dos riscos de sequências tardias é tentar agradar a todos e acabar sem identidade. Aqui, o equilíbrio entre drama e alívio cômico é bem calibrado — especialmente nas cenas envolvendo a nova geração de assistentes, que herdam o terror existencial de Andy Sachs com doses extras de ansiedade digital.
Tem momentos genuinamente engraçados que surgem da situação, não de piadas telegrafadas. Esse tipo de humor envelhece bem.
O que pesa contra
Nem tudo funciona. O segundo ato tropeça em subtramas que parecem existir para esticar o metragem. Alguns personagens novos chegam com potencial e saem sem resolução. E há uma reviravolta no terceiro ato que divide opiniões — quem ama vai dizer que é corajosa; quem não gosta vai dizer que é preguiçosa. Os dois lados têm um ponto.
O filme também sofre do problema clássico de sequências bem-vindas demais: o peso da nostalgia às vezes abafa o ritmo. Certas cenas claramente existem para fazer o público sorrir de reconhecimento, não para fazer a história avançar.
Por Que Está Dominando Conversas
Quando um filme vira assunto além do seu público natural, algo está funcionando. O Diabo Veste Prada 2 ultrapassou a bolha cinéfila e chegou nas redes porque tocou num nervo cultural: a relação entre exigência, excelência e crueldade no ambiente de trabalho é um tema que todo mundo tem uma história para contar.
Miranda Priestly virou meme, virou arquétipo, virou espelho. E o novo filme alimenta isso com inteligência suficiente para manter o personagem relevante — sem precisar explicar demais o que já foi estabelecido com maestria em 2006.
Se você nunca assistiu ao original, assista antes. Não porque a sequência seja incompreensível sem ele, mas porque você vai perder metade da experiência emocional que o filme constrói sobre o que veio antes.
Vale a Pena?
Sim — com expectativa calibrada. Não é um filme perfeito, mas é um filme que funciona onde importa: nas atuações, no visual e no território emocional que escolhe habitar. Para fãs do original, é uma visita que vale a passagem. Para quem chega sem bagagem, é uma porta de entrada válida para um universo que o cinema não soube explorar o suficiente.
Nota: 7/10
Perguntas frequentes (FAQ)
O Diabo Veste Prada 2 vale a pena assistir?
Sim, especialmente para quem gostou do original. A performance de Meryl Streep e o trabalho de figurino são os grandes destaques. O segundo ato tropeça, mas o filme se recupera e entrega uma experiência satisfatória.
Precisa ter assistido ao primeiro filme para entender a sequência?
Tecnicamente, não. A história funciona sozinha. Mas assistir ao original potencializa muito a experiência — referências, arcos emocionais e a própria construção de Miranda Priestly ganham outro peso com o contexto do primeiro filme.
Onde assistir O Diabo Veste Prada 2?
O filme está em cartaz nos cinemas. Verifique a programação da sua cidade para sessões e horários disponíveis. A data de chegada às plataformas de streaming ainda não foi confirmada oficialmente.
🌐 Em outros blogs de cinema
Mais leituras pra você
Continue lendo





