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Michael (2026): o filme que relançou o Rei do Pop

A cinebiografia de Michael Jackson fez mais do que lotar cinemas: colocou The Essential MJ no topo das paradas do Reino Unido pela 1ª vez em 17 anos. Vale a pena ver?

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Daniel Krust
··5 min de leitura
Jaafar Jackson interpretando Michael Jackson com a jaqueta vermelha do Thriller no filme Michael (2026), dirigido por Antoine Fuqua

Michael (2026): o filme que relançou o Rei do Pop

Uma cinebiografia não costuma colocar álbum no topo das paradas 17 anos depois. O Michael de Antoine Fuqua fez exatamente isso — e ainda quebrou recordes de bilheteria no caminho.


O que aconteceu?

Michael Jackson alcançou o topo da parada oficial de álbuns do Reino Unido com a coletânea The Essential Michael Jackson, que abrange toda a carreira do cantor. O feito foi registrado na sexta-feira, 8 de maio de 2026 — e o motivo é direto: o marco ocorreu após o lançamento de sua cinebiografia Michael.

É a primeira vez em 17 anos que Michael conquistou a posição. Para contextualizar: o álbum havia permanecido no topo das paradas por sete semanas após a notícia de seu falecimento, segundo informações da Billboard. Agora, um filme fez o legado voltar com força — além de The Essential Michael Jackson, outros dois álbuns do cantor ganharam destaque: Thriller, de 1982, ficou em 6º lugar, e Bad em 8º.


O filme: ficha técnica e contexto

Michael é uma cinebiografia musical estadunidense de 2026 dirigida por Antoine Fuqua e escrita por John Logan. O filme acompanha a vida do cantor desde sua participação no The Jackson 5 na década de 1960 até a turnê Bad Tour no final da década de 1980.

Jackson é interpretado por seu sobrinho Jaafar Jackson e, quando criança, por Juliano Krue Valdi, ambos em suas estreias no cinema. O elenco de apoio inclui Nia Long, KeiLyn Durrell Jones, Laura Harrier, Jessica Sula, Mike Myers, Miles Teller e Colman Domingo.

O filme estreou em Berlim em 10 de abril de 2026 e foi lançado nos Estados Unidos em 24 de abril, em IMAX. No Reino Unido, chegou aos cinemas em 22 de abril, pela Universal Pictures.


Bilheteria: recordes em série

O impacto comercial foi imediato. Michael arrecadou US$ 39,5 milhões no primeiro dia, superando Oppenheimer como maior abertura de um filme biográfico da história, e a maior abertura diária de qualquer filme em 2026.

O longa estreou com US$ 97 milhões, a melhor abertura de todos os tempos para um filme biográfico e musical, superando o recordista anterior Straight Outta Compton (US$ 60,2 milhões em 2015). Ao longo do primeiro final de semana, arrecadou US$ 217 milhões ao redor do mundo.

No acumulado, o filme já ultrapassou US$ 483 milhões em bilheteria global, tornando-se o quarto maior filme de 2026.


O que a crítica achou?

Aqui o filme divide opiniões de forma bastante clara.

Michael recebeu avaliações negativas dos críticos, que elogiaram a performance de Jaafar, mas criticaram a história como "sanitizada".

No Rotten Tomatoes, apenas 39% das 272 avaliações de críticos são positivas. Entre os pontos de atrito: a versão final prioriza a carreira artística e encerra a narrativa durante a turnê "Bad", sem aprofundar as controvérsias judiciais.

Por outro lado, Owen Gleiberman, da Variety, chamou Michael de "surpreendentemente eficaz" e elogiou Jaafar, escrevendo que ele "acerta o visual, a voz, os movimentos — e o mix de delicadeza e aço que fez de Michael quem ele era".

De fato, Jaafar não apenas apresenta uma impressionante semelhança física com seu tio, mas também consegue emular seus trejeitos, sua voz e, principalmente, a energia contagiante que caracterizava suas apresentações ao vivo.

O público, em geral, está bem mais satisfeito do que os críticos — o que, por si só, diz bastante sobre o tipo de experiência que o filme entrega.


3 motivos para assistir (mesmo com ressalvas)

1. Jaafar Jackson é um espetáculo à parte

Não existe outro ator no planeta com a mesma ligação física, vocal e emocional com o personagem. A estreia dele no cinema é genuinamente impressionante. Se você for ao cinema só por isso, não vai sair frustrado.

2. A trilha sonora é dos sonhos

A trilha sonora apresenta 13 músicas exibidas no filme, abrangendo o início da carreira com o Jackson 5, bem como seleções de Off the Wall (1979), Thriller (1982) e Bad (1987). Ver esses clássicos recriados na tela grande, com som IMAX, é uma experiência que vai além do filme em si.

3. É uma porta de entrada pro catálogo

Não à toa, o catálogo explodiu nas paradas. O nome de Michael nunca havia sido tão pesquisado no Google quanto em abril de 2026, no período dos últimos 10 anos. O filme funciona como um documentário ao vivo da fase de ouro do Rei do Pop — e desperta vontade de revisitar tudo.


O elefante na sala

Sim: o filme é uma produção aprovada pelo espólio de Jackson, e isso pesa. Referências às acusações de abuso sexual infantil contra Jackson em 1993 foram removidas, o terceiro ato foi revisado, e refilmagens foram realizadas em junho de 2025. Quem espera uma cinebiografia que enfrente as controvérsias do artista vai sair frustrado. Quem quer celebrar a música, vai sair feliz.


Vale a pena?

Para fãs de Michael Jackson: sim, sem hesitar. É a homenagem que o público esperava há décadas.

Para quem busca profundidade biográfica: prepare as expectativas. O filme é mais festa do que análise.

Nota Telas Review: 7/10


Perguntas frequentes (FAQ)

O filme Michael (2026) vale a pena assistir?

Depende do que você busca. Para fãs da música e da trajetória artística do Rei do Pop, a resposta é sim — a performance de Jaafar Jackson e a trilha sonora são os grandes trunfos. Quem espera que o filme enfrente as controvérsias da vida de Jackson tende a sair desapontado, dado que a narrativa termina antes das acusações.

Quem interpreta Michael Jackson no filme de 2026?

Michael Jackson é interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor na vida real, em sua estreia no cinema. Na fase infantil do personagem, o papel fica com Juliano Krue Valdi.

Por que Michael Jackson voltou ao número 1 no Reino Unido em 2026?

O lançamento da cinebiografia Michael relançou o interesse global pelo catálogo do artista. A coletânea The Essential Michael Jackson chegou ao topo das paradas britânicas em 8 de maio de 2026 — a primeira vez em 17 anos que o cantor conquistava a posição. Thriller e Bad também reentraram no top 10.

Tags:#Michael Jackson#Cinebiografia#Antoine Fuqua#Jaafar Jackson#Lançamentos 2026#Review#Cinema

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