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Backrooms: Um Não-Lugar — review e vale a pena assistir?
Backrooms: Um Não-Lugar (A24, 2026): classificação 18 anos, 1h45min nos cinemas. O terror de Kane Parsons que virou fenômeno vale o ingresso? Veja review completo.

Backrooms: Um Não-Lugar — review completo: 3 motivos pra ver (e 1 motivo pra hesitar)
Aos 16 anos, Kane Parsons filmou um curta de 9 minutos num corredor amarelo e vazio. Subiu no YouTube. O mundo entrou em colapso. Quatro anos depois, a A24 entregou a ele um estúdio inteiro. O resultado estreou nos cinemas brasileiros em 28 de maio de 2026 — e arrebentou as bilheterias.
Resposta rápida
Backrooms: Um Não-Lugar (A24, 2026):
- Classificação indicativa: 18 anos (Rated-R nos EUA)
- Duração: 1h45min (105 minutos)
- Onde assistir: Em cartaz nos cinemas
- Vale a pena? Sim — atmosfera sufocante e originalidade visual superam os tropeços do roteiro
De curta viral a fenômeno da A24
Em janeiro de 2022, Kane Parsons — que assina seus vídeos como Kane Pixels — publicou uma série de curtas no YouTube baseada na creepypasta Backrooms: uma simagem surgida num fórum em 2019 que mostrava corredores infindáveis de um amarelo adoecido. O curta original já ultrapassa 78 milhões de visualizações.
A repercussão atraiu Hollywood. Em fevereiro de 2023, a A24, em parceria com Chernin Entertainment, Atomic Monster e 21 Laps Entertainment, anunciou oficialmente a adaptação — com Parsons dirigindo sua estreia em longa-metragem. Ele se tornou o diretor mais jovem da história da A24, chegando ao projeto com apenas 19 anos.
As filmagens aconteceram em Vancouver, no Canadá, entre julho e agosto de 2025. O filme custou menos de 10 milhões de dólares — menos do que os salários de Van Damme em produções direto para vídeo dos anos 2000. E fez US$ 81,5 milhões só no fim de semana de estreia.
O que acontece em Backrooms: Um Não-Lugar
A história se passa em 1990. Clark (Chiwetel Ejiofor) é dono de uma loja de móveis à beira da falência. Sua vida está em ruínas: casamento fracassado, sonho de arquiteto enterrado, e uma rotina vazia que ele tenta consertar em sessões com a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), sua terapeuta.
Quando Clark descobre um portal no porão da loja — uma entrada para um labirinto de cômodos intermináveis que se parecem com escritórios, mas com proporções impossíveis —, ele convence sua funcionária Kat (Lukita Maxwell) e o namorado dela, Bobb (Finn Bennett), a explorar o lugar. Clark some. E a Dra. Kline vai atrás, se perdendo também.
O roteiro é de Will Soodik, veterano de Westworld. As referências de Kane Parsons para o universo incluem o jogo Portal, a série Mr. Robot e os filmes Punishment Park (1971) e One Hour Photo (2002).
3 motivos pra comprar o ingresso
1. A produção de design é uma obra à parte
Mais de 30.000 m² de sets físicos foram construídos em quatro estúdios. O designer de produção Danny Vermette usou 37.000 m² de papel de parede e 29.000 m² de carpete. Pessoas se perderam de verdade durante as filmagens. Parsons usou o software 3D Blender para desenhar os ambientes digitalmente antes de construí-los — e a sensação de desorientação espacial na tela é completamente genuína. Não é CGI barato: é claustrofobia arquitetada.
2. O elenco eleva o material
Chiwetel Ejiofor — indicado ao Oscar por 12 Anos de Escravidão — entrega uma performance contida e dolorosa como Clark. Renate Reinsve, indicada ao Oscar por Valor Sentimental, transforma a Dra. Kline numa personagem com tanto trauma acumulado quanto os corredores que ela atravessa. A combinação dos dois cria uma película emocional que o gênero terror raramente se dá ao luxo de ter.
3. Kane Parsons é um acontecimento
Tem diretores que estreiam com uma ideia. Parsons estreou com um universo inteiro já construído — e com a confiança de um jovem que nunca teve medo de escala. Mentoreado por James Wan e Osgood Perkins durante a produção, ele também co-escreveu o roteiro, co-produziu e co-compôs a trilha sonora com Edo Van Breemen. É a estreia mais impressionante da A24 em anos.
O motivo pra hesitar
O roteiro tropeça no excesso. Cada metáfora psicológica é explicada uma, duas, três vezes. O que deveria ser implícito — o trauma de Clark como labirinto interno, a incapacidade de avançar — vira exposto em diálogo. A crítica do New York Times notou que o script "costura ideias sobre trauma e o funcionamento misterioso do inconsciente" de forma às vezes didática demais.
Se você entra no cinema querendo ser perturbado sem ser explicado, a segunda metade pode frustrar. Mas a atmosfera da primeira hora é das mais originais que o terror americano produziu em anos.
Números que importam
- Bilheteria mundial acumulada: US$ 135 milhões (até 2 de junho de 2026)
- Abertura doméstica: US$ 81,5 milhões — maior abertura da história da A24
- Orçamento: menos de US$ 10 milhões
- Trilha: inclui faixas de Boards of Canada e The Caretaker — escolha audaciosa e perfeita
Perguntas frequentes
Qual a classificação indicativa de Backrooms: Um Não-Lugar?
O filme tem classificação 18 anos no Brasil (equivalente ao Rated-R americano), confirmada pela A24 antes do lançamento.
Quanto tempo dura Backrooms: Um Não-Lugar?
O filme tem 1h45min (105 minutos) de duração.
Onde assistir Backrooms: Um Não-Lugar?
O filme está em cartaz nos cinemas desde 28 de maio de 2026. Ainda não há data confirmada para chegada a plataformas de streaming.
Vai ter sequência de Backrooms?
Sim. Em maio de 2026, Kane Parsons confirmou que "há coisas em andamento" e que a websérie no YouTube também continuará. Em início de junho, ele já buscava um colaborador para escrever o roteiro da continuação.
Backrooms é baseado em fato real?
Não. É baseado em uma creepypasta — uma lenda urbana da internet surgida em 2019 num fórum, com imagens de corredores vazios e amarelados. Kane Parsons adaptou essa ideia para sua websérie em 2022, que depois virou o filme.
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