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A Odisseia (2026): review, polêmicas e vale a pena?

Nolan estreia A Odisseia nos cinemas em 16/07/2026: 2h52, classificação a confirmar. Cinéfilos se revoltam com estética e elenco — mas a crítica é justa? Entenda.

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Daniel Krust
··7 min de leitura
Matt Damon como Odisseu na proa de um navio grego em A Odisseia de Christopher Nolan, épico de 2026 filmado em IMAX

A Odisseia (2026): Nolan erra o tom épico grego ou os cinéfilos estão exagerando?

O debate explodiu nas redes antes mesmo de o filme estrear. A Odisseia, o novo épico de Christopher Nolan, virou alvo de críticas ferrenhas de cinéfilos que acusam o diretor de trair o espírito do poema de Homero. Armaduras medievalizadas, sotaques americanos, um rapper no elenco e uma paleta de cores sombria que lembra mais o Norte da Europa do que o Mediterrâneo da Idade do Bronze. Tudo isso antes de qualquer ingresso vendido no Brasil.

Mas será que a revolta tem fundamento? Ou é só barulho de internet antes de um dos lançamentos mais aguardados de 2026?


Resposta rápida

A Odisseia (cinemas, 2026):

  • Classificação indicativa: A confirmar oficialmente — insiders apontam classificação elevada (ação e violência épica)
  • Duração: 2h 52min
  • Onde assistir: Exclusivamente nos cinemas — estreia no Brasil em 16 de julho de 2026, em IMAX
  • Vale a pena? Sim, especialmente em IMAX — mas vá sem exigir fidelidade arqueológica ao poema de Homero

O que é A Odisseia de Nolan

Depois de vencer o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor com Oppenheimer, Christopher Nolan voltou sua atenção para um dos maiores desafios do cinema moderno: adaptar o poema épico de Homero escrito há três mil anos. O projeto é, sem exagero, o maior da carreira do diretor.

Com um orçamento estimado em US$ 250 milhões, o filme é o mais caro da carreira de Nolan e marca sua primeira produção filmada inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm.

A trama segue a jornada clássica: Odisseu, o rei de Ítaca, em sua longa e perigosa jornada de volta para casa após a vitória na Guerra de Troia. No caminho, ele enfrenta o ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira Circe, enquanto tenta se reunir com sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco. Em Ítaca, os dois lutam para proteger o reino dos pretendentes que disputam o trono.

Nolan optou por uma interpretação realista da mitologia grega, buscando inspiração na tradução de 2017 feita pela classicista Emily Wilson, primeira mulher a traduzir a Odisseia para o inglês.


Elenco: estrelas de sobra (e aí começa a polêmica)

O filme é protagonizado por Matt Damon, que já trabalhou com Nolan em Interestelar e Oppenheimer. Anne Hathaway interpreta Penélope, Tom Holland vive Telêmaco e Zendaya aparece como a deusa Atena. O elenco de apoio inclui Robert Pattinson como Antínoo, líder dos pretendentes, Charlize Theron como Calipso, Lupita Nyong'o como Helena de Troia e Clitemnestra, Benny Safdie como Agamenon e Jon Bernthal como Menelau.

Mia Goth, Elliot Page, Travis Scott e Himesh Patel também integram o elenco.

A inclusão de Travis Scott, especificamente, foi explicada pelo próprio Nolan. O diretor explicou que queria estabelecer uma conexão simbólica entre a tradição oral da mitologia grega e a cultura contemporânea do rap. "Escalei Travis porque queria fazer referência ao fato de que essa história foi transmitida através da poesia oral, algo que considero semelhante ao rap", explicou.


3 motivos para a revolta dos cinéfilos

1. A estética que virou Escandinávia

O ponto mais técnico da crítica — e o mais legítimo — envolve a direção de arte. O ponto nevrálgico da controvérsia reside na direção de arte, que optou por uma paleta de cores dessaturada e figurinos que, segundo especialistas, evocam mais a Escandinávia do século IX do que a Grécia Micênica. A escolha de Nolan por "sujar" o mito resultou em guerreiros gregos vestindo calças e túnicas pesadas — peças associadas a climas frios —, além de armaduras negras que renderam comparações imediatas com a trilogia O Cavaleiro das Trevas.

Após a divulgação dos trailers, internautas passaram a questionar a estética adotada para os equipamentos gregos, comparando o visual ao aspecto moderno do traje do Batman.

Nolan rebateu: "Existem adagas micênicas feitas de bronze escurecido", explicou o diretor. "A teoria é que eles provavelmente conseguiam escurecer o bronze naquela época."

2. Os sotaques que ninguém esperava

Reações menos entusiasmadas vieram de Erik Kain, da Forbes, e Esther Zuckerman, do New York Times, que não gostaram dos sotaques americanos usados por atores britânicos para personagens gregos. Erik Kain estava preocupado com a estética "sustentada" e a gradação de cores "desbotada", mas comparou-a mais favoravelmente ao filme Gladiador II (2024), enquanto Esther Zuckerman achou que o teaser era "cauteloso ao revelar muito da visão de Nolan sobre a saga de Homero".

Vale lembrar que épicos históricos quase nunca usam sotaques históricos reais — Gladiador e seus britânicos são o exemplo clássico. A crítica tem peso, mas não é exclusividade de Nolan.

3. O elenco diverso que virou campo de batalha político

A principal controvérsia envolve a escalação de Lupita Nyong'o no papel de Helena de Troia, personagem frequentemente retratada em adaptações anteriores como uma mulher branca e loira. A possibilidade gerou reações nas redes sociais e críticas de figuras públicas, incluindo Elon Musk, que afirmou que Nolan teria "perdido sua integridade" ao supostamente priorizar critérios de diversidade no elenco.

O argumento, porém, tem um furo histórico significativo: parte da repercussão se concentrou em acusações de que o filme estaria promovendo uma releitura moderna demais da mitologia grega — ainda que, por exemplo, Homero não descreva Helena como branca e loira.

Por outro lado, parte da indústria e do público saiu em defesa do diretor. Celebridades argumentaram que A Odisseia é uma obra mitológica, aberta a interpretações artísticas e releituras contemporâneas.


O que faz A Odisseia diferente de qualquer outro épico

Nolan não está fazendo um documentário de Homero. Está fazendo um filme de Nolan sobre Homero — e isso muda tudo.

O compositor Ludwig Göransson, que assinou as trilhas de TENET e Oppenheimer, retorna para criar a música do épico. O diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, presente em todos os filmes de Nolan desde Interestelar, também está de volta.

As filmagens ocorreram entre fevereiro e agosto de 2025, em diversos locais internacionais, incluindo Marrocos, Grécia, Itália, Escócia, Islândia e Saara Ocidental.

Um boneco mecânico de 6×6 para o Ciclope, projetado pela figurinista Ellen Mirojnick, é um sinal da obsessão de Nolan por efeitos práticos.

Em entrevista ao programa 60 Minutes, Nolan descreveu A Odisseia como uma experiência física. A ideia não é contar o retorno de Odisseu de longe. É jogar o público no meio da travessia. "A versão mais extrema da história" — estar "naquele cavalo" e "na proa do navio de Odisseu", sentindo como o lugar "cheira" e como ele "é".

Isso não soa como um diretor que perdeu o fio da meada. Soa como Nolan fazendo exatamente o que ele sempre faz: usar o cinema como dispositivo sensorial, não como aula de história.


Vale a pena ir ao cinema?

Sim — mas em IMAX, de preferência.

A rede AMC Theatres revelou que o longa terá exatamente 2 horas e 52 minutos. Com isso, o filme se torna o segundo mais longo da carreira de Nolan, ficando apenas oito minutos atrás de Oppenheimer.

Não há lançamento em streaming confirmado para o Brasil no momento, porque a janela inicial será exclusiva das salas. Então, se você está esperando para ver em casa, vai esperar bastante.

A revolta dos cinéfilos tem pontos válidos — especialmente sobre a estética que parece desconectada da Grécia Micênica. Mas há um padrão claro aqui: toda vez que Nolan anuncia um projeto, parte do público se indigna antes de ver um fotograma completo. Oppenheimer foi chamado de "nerd demais para o grande público". Dunkirk foi criticado por ter "pouco drama". Ambos envelheceram bem.

A Odisseia pode não ser o épico grego que Homero sonharia ver. Mas pode muito bem ser o épico de cinema que a geração atual precisa.


Perguntas frequentes

Quando estreia A Odisseia no Brasil?

No Brasil, o filme estreia em 16 de julho de 2026, um dia antes dos Estados Unidos.

Quanto tempo dura A Odisseia de Christopher Nolan?

Segundo a rede AMC Theatres, o longa terá exatamente 2 horas e 52 minutos, tornando-se o segundo mais longo da carreira de Nolan, oito minutos atrás de Oppenheimer.

Quem é o elenco principal de A Odisseia?

O filme é protagonizado por Matt Damon como Odisseu. Anne Hathaway interpreta Penélope, Tom Holland vive Telêmaco e Zendaya aparece como a deusa Atena.

A Odisseia vai estar disponível em streaming?

Não há lançamento em streaming confirmado para o Brasil no momento — a janela inicial será exclusiva das salas de cinema.

O que gerou a polêmica em torno do filme?

As críticas envolvem três frentes: armaduras com visual escuro comparado ao Batman, sotaques americanos para personagens gregos e a escalação diversa do elenco — em especial Lupita Nyong'o como Helena de Troia e Travis Scott em papel coadjuvante. Nolan respondeu a cada uma dessas críticas em entrevistas recentes.

Tags:#Christopher Nolan#A Odisseia#Matt Damon#Lançamentos 2026#Cinema IMAX#Polêmica

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